A mostra de decoração carioca, instalada na região portuária, termina dia 3 de dezembro. Selecionamos nossos ambientes favoritos para trazer inspiração para sua casa.

O AQWA Corporate, projetado pelo inglês Norman Foster às margens da Baía de Guanabara, será lembrado como uma das mais belas sedes da Casa Cor Rio, a primeira franquia fora da capital paulista desde 1991. Com cerca de 40 ambientes, ocupando 10 mil m², o evento da 27ª edição estreia espaços abertos ao público no piso térreo, como a Loja de Design, a Brinquedoteca e a Garagem de Estar Renault. O 9º andar conta com três espaços corporativos e o 21º, onde fica a cobertura a 85 m de altura do solo, expõe sete lofts de 69 a 99 m², quatro estúdios de 51 a 62 m² e seis espaços de convivência, além de salas multimídias e de reuniões destinadas a palestras e workshops. As equipes de arquitetura e paisagismo aproveitaram ao máximo em seus projetos as características da arquitetura – tubulações aparentes, tijolos e muita iluminação natural – e também a estonteante vista de 360 graus, que contempla o patrimônio natural e urbano da região central da capital fluminense. “O prédio do Foster sintetiza a proposta do essencial, tema deste ano, com suas linhas bem definidas e sem excessos”, diz Patricia Quentel, sócia-diretora da Casa Cor Rio.

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O edifício do arquiteto inglês Norman Foster se destaca na paisagem da zona portuária.


Loft Cosmopolita

Alessandro Sartore, Arthur Falcão, Fabiana Gonçalves e João M. Schiewe

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“Criamos uma decoração atemporal e sem fronteiras, com móveis reconhecidamente belos em qualquer lugar do mundo. O loft poderia ser em Nova York, Lisboa, Paris ou São Paulo”, afirma Alessandro Sartore. Os arquitetos dispensaram as paredes e concentraram todos os ambientes num espaço único. Cozinha, banheiro e armários ficam em uma ilha central, com pintura cimentícia. De um lado, estão os móveis de quarto e, do outro, os da sala. Na seleção: sofá Isay, de Isay Weinfeld, poltrona Slow, de Ronan e Erwan Bouroullec para a Vitra, e cadeira Oscar, de madeira e palhinha, de Sergio Rodrigues.

Espaço Lumina
André Piva e Vanessa Borges

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No loft de pé-direito duplo, na cobertura do edifício, os arquitetos criaram um jirau, aumentando a área de 49 m² para 80 m², com sala, cozinha, banheiro e quarto, no mezanino. Um espaço inovador e industrial de piso cimentado e paredes texturizadas. A dupla optou por cores mais sóbrias em contraponto à abundância de luz natural. A cozinha é integrada à sala de jantar, como nos estúdios mais modernos. Ar condicionado, cortinas, som e iluminação são automatizados e têm comando de voz para todas as funções. A decoração privilegia o mobiliário italiano e as luminárias do alemão Ingo Maurer.

Wine Bar
Anna Malta e Andrea Duarte

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Seguindo as cores dos revestimentos originais do prédio, Anna e Andrea trabalham com uma cartela degradê: do azul-chumbo ao verde-folha. O espaço de 88 m² oferece diferentes propostas: cadeiras Casulo, do Lattoog, com laterais altas, para quem quer curtir um vinho sozinho; pequenos lounges para confraternizações; banquetas de bar e pufes soltos com alturas diferentes. A dupla criou ainda um painel de MDF cortado a laser que lembra o muxarabi, elemento arquitetônico com origem na arquitetura árabe.

Restaurante
Antonio Neves da Rocha

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Um antigo retrato do Conselheiro Mayrinck, maior empreendedor brasileiro do fim do século XIX, com negócios nas mais diversas áreas, foi o ponto de partida deste projeto. A partir daí, vieram: as 90 cadeiras estilo anos 1950 em azul e verde e o tapete listrado em nuances de azul, remetendo ao mar e ao porto, as mesas com tampo espelhado e o balcão de antiquário. Há ainda três pinturas contemporâneas de Daniel Lannes, um dos ganhadores do Prêmio Marcantonio Vilaça 2017, que remetem à história do Brasil. O restaurante ficou a cargo de Roberta e Laura Pederneiras.

Café CASACOR
Bel Lobo, Bob Neri e Mariana Travassos

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O Café, com 112 m², tem forte linguagem gráfica ao repetir o desenho do piso de pastilhas cerâmicas de formato hexagonal nas faces superiores das mesas, propondo uma brincadeira com o reflexo no teto espelhado. O trio criou uma instalação com estrutura de Cross Laminated Timber (CLT), ou laminado de madeira cruzada, para fazer a marcação do espaço. No entorno, as paredes do prédio e o piso ficam “no osso”, em concreto, com tubulações aparentes. O Café foi ocupado ainda com backlights estampados com imagens de plantas, que se alternam com as espécies reais. As cadeiras TT-39 são da Jabuticasa.

Box 21
Beta Arquitetura, de Bernardo Gaudie-Ley e Tânia Braida

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Os profissionais foram buscar nos lofts nova-iorquinos a inspiração para o estúdio de um empresário paulista que vive na ponte aérea e aprecia arte e música. O pé-direito, de 7,5 m, permitiu que a dupla criasse o banheiro dentro de uma caixa envolta por vidro canelado e jardim de samambaias assinado pela paisagista Carmen Mouro. Ainda aproveitando o pé-direito, há uma estante com estrutura de ferro e nichos de madeira laqueada. A mesa de jantar, com tampo de mármore e pés metálicos rosé-gold, ganha cadeiras assinadas pelo designer catarinense Jader Almeida.

Skyline Bar
Caco Borges e Mauricio Prochnik

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Caco e Mauricio estudaram a fundo o projeto do Norman+Partners e todos os seus ângulos para criar o Sky Line Bar. Surgiu assim uma estrutura de bar central, de porcelanato ônix, com paredes levemente inclinadas como as do empreendimento. Ambientes de estar são setorizados por meio de tapetes − de fibra sintética, que se adequam bem a locais de alto tráfego. Para quem quiser tomar um drinque e desfrutar da vista, a dupla planejou um balcão de apoio colado ao vidro da fachada. O lugar combina estilos: de de american bar, pub inglês e boteco.

Refúgio do Consultor de Arte
Studio 021 Arquitetura, Camila Simbalista e Paula Wetzel

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Inspiradas num personagem do livro “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, as profissionais criaram um espaço onde o morador trabalha, relaxa, recebe amigos e reúne seus objetos mais estimados. Na história, o bon vivant Adolphe decide construir para si um refúgio a fim de ter privacidade e evitar atritos com a numerosa família. O estúdio se estrutura a partir do trabalho de marcenaria, forte característica do escritório, e incrementa o ambiente com: a mesa Dinn, de Jader Almeida, para trabalhar; a poltrona e o pufe Underconstruction, de Pedro Paulo Franco, para relaxar; a luminária OK, da Flos, que garante uma iluminação cênica; o piano e as obras de arte de Ascanio MMM, Reynaldo Fonseca, Antonio Bokel e Bernardo Simbalista, entre outros artistas.

Studio do Escritor
Caroline Taveira, Mariana Barbosa e Barbara Schwartz

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Um espaço mutante que pode variar de acordo com o humor do morador: um escritor de literatura fantástica. Assim, o projeto do estúdio permite a liberdade criativa, começando pelo sofá modulado que possibilita várias composições. O estilo escandinavo predomina, com misturas do antigo e do moderno e contraste entre branco e preto. Na cabeceira da cama, o granito se estende até o banheiro, servindo de apoio para os quadros – obras do britânico Rubem Ireland, que utiliza técnicas digitais e tradicionais para idealizar seres mitológicos.

Observatório
David Bastos

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O arquiteto baiano criou um mirante arquitetônico atemporal, composto por um paisagismo assimétrico e harmonizado com peças assinadas pela renomada designer italiana Paola Lenti. No Observatório, de 140m², não poderiam faltar telescópios, que permitem uma vista deslumbrante da cidade. David trabalha com blocos de cores escuras e tons cítricos, fazendo um contraponto criativo: cinza, rosa, verde e azul-petróleo. No jardim, criou volumes com palmeiras, cycas revoluta e cycas circinalis e outras espécies de folhagens.

Lounge de Saída
David Defizio

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No lounge do CasaShopping, parceiro da CASA COR Rio, David trabalha com o conceito tropical chique, onde peças contemporâneas se mesclam a elementos clássicos, dialogando com a atmosfera high-tech. O tom verde-escuro predomina, combinado com acabamentos nobres, como mármore, aço inox, madeira, linhão e veludo. Sobre o tapete, que reproduz a textura da pedra, o arquiteto criou dois livings com móveis essencialmente italianos. Há, porém, elementos de raízes brasileiras: abacaxis, pássaros, palmeiras e uma tela de Burle Marx.

Pool Lounge
Fabio Bouillet e Rodrigo Jorge + Karyne Lima e Guilherme Portugal

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Um ambiente com atmosfera de hotel, no qual os visitantes podem tomar drinques, curtir shows e usufruir de um terraço com várias opções de lazer. O foco do projeto, com 340 m² de área externa e 80m² de área interna, está na pureza das formas – sem ser simplista. O lounge exibe linguagem contemporânea, com revestimentos brutos, paredes de madeira e piso cinza. No bar intimista, os arquitetos criaram uma “cápsula” escura com teto rebaixado e paredes pintadas de preto. Na área externa, há muito verde e espaços de convivência. Um dos diferenciais está nos vários níveis criados pelas piscinas, com revestimento de pastilhas pretas, fazendo um contraponto entre a luz natural e a escuridão.

Lobby
Gisele Taranto

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No Lobby de 385m², Gisele faz uso de materiais como veludo, metal, couro, vidro e madeira ébano. No piso, pedras exóticas brasileiras e, nas paredes, granito, além de painéis de chapa de alumínio frisada. O mobiliário inclui peças de Oscar Niemeyer, Ricardo Fasanello, Bruno Faucz e Jader Almeida. “O Lobby é o cartão de visitas de um prédio, ele imprime o DNA dos seus ocupantes e deve estar integrado ao conceito da arquitetura. Seus móveis devem ser confortáveis e de fácil manutenção. Levamos em consideração essas premissas, tirando partido ao máximo da vista para a Baía de Guanabara”, afirma a arquiteta.

Indio da Costa Design Shop
Guto Indio da Costa

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Pela primeira vez, os diversos produtos da Indio da Costa Design são reunidos num só lugar. A loja, de 72m², no térreo, é minimalista com um imponente expositor de madeira levemente inclinado como a arquitetura do edifício. O espaço apresenta lançamentos, como a linha de bancos de concreto e a edição comemorativa da cadeira ICZERO1. Após dez anos no mercado e muitos prêmios, a cadeira surge em uma edição limitada de alumínio fundido. Uma versão ainda mais especial para celebrar o design brasileiro.

Loft do Comandante
Jorge Delmas

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O projeto foi pensado para um comandante de transatlântico. O loft tem sala integrada com cozinha, quarto e banheiro com duas portas, uma para o quarto e outra para a sala. Os ambientes podem ser isolados por um sistema de divisórias deslizantes com estética minimalista, de aço com vidro reflexivo, que privilegia a passagem da luz. Na cozinha, os móveis têm efeito de metal envelhecido pelo tempo, e a ilha emprega mármore preto e branco. No living, o sofá dialoga com a estante de estrutura de aço carbono, de Jader Almeida. No quarto, destaque para as paredes forradas de linho e para o armário de vidro preto, com TV acoplada à porta. O projeto de iluminação é de Maneco Quinderé.

Lounge Tiffany&Co
Joy Garrido

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Um pórtico de metal bruto marca o centro do Lounge com cinco totens onde são exibidas as joias da coleção Hardware, inspirada nos metais encontrados nos símbolos urbanos de Nova York. Ao redor dessa estrutura, estão quatro lounges com sofás arredondados de veludo, poltronas e banquetas ovais. Tudo leve, mas marcante. O tom azul-tiffany surge em um painel que rasga uma das paredes, enquanto o teto mostra vigas e tubulações. O industrial contracena com o requinte do veludo e do mármore e dos metais polidos das mesas, um “high-low” que aproxima as pessoas.

Livraria
Leandro Neves

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O projeto tem a premissa de conferir ao espaço status de lounge. A grande estante ocupa toda a extensão de uma das paredes, tendo o vão central como a entrada do ambiente. Madeira escura, veludo, mármore nero marquina e tons de dourado dão ritmo à decoração intimista. Os móveis têm DNA brasileiro, com peças de Gustavo Bittencourt, Zanini de Zanine, Ronald Sasson, entre outros. A poltrona com assento de bloco de mármore Aro, de O Formigueiro, fez sucesso nesta edição da mostra.

Casa de Brincar
Leila Bittencourt e Cristiana Spinola

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É na brincadeira que as crianças exercitam sua imaginação, fazem descobertas, criam. Por que os adultos param de brincar? Esse é o mote do projeto da Oba! Arquitetura, que completa dez anos e lança uma nova coleção de casinhas interativas. Na mostra, elas estão interligadas por uma cama de gato, obra da artista plástica Danielle Cukierman. Na casinha alta, as paredes externas são espelhadas, com exceção de uma delas, que é fechada de treliça, permitindo a ventilação e a iluminação. Um painel colorido, feito de pôsteres lambe-lambe, conta um pouco do visual do porto. Balanços assinados pelo arquiteto Ruy Ohtake reforçam a ambientação lúdica.

Espaço Tem.po
Luiza Bottino e Valeska Ulm

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A dupla propõe um momento de pausa e reflexão com peças de antiquário, carregadas de histórias, combinadas com móveis assinados por José Zanine Caldas, Zanini de Zanine e Hugo França, que sintetizam em suas criações o valor do “feito à mão”. Os principais materiais são: o concreto, usado em paredes, piso e num extenso banco construído próximo à parede de vidro; o tijolo, também em paredes; e a madeira, em móveis, prateleiras e teto em forma de trama. Quatro chaises, com estofamento de camurça, deslizam por meio de um trilho num bloco de concreto. As profissionais selecionaram ainda três jabuticabeiras em vaso, árvore típica do Brasil.

Ilha nas Alturas
Mario Santos

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Uma ilha no alto de um prédio com privilegiada vista do Rio de Janeiro. Uma vida com menos pressa e mais equilíbrio, menos consumo e mais experiências. Esse é o conceito do projeto de Mario Santos em parceria com a Booking.com. O loft, de 140 m², é todo construído dentro de brises de madeira ecológica, formando uma ilha sobre um espelho d’água, na cobertura do prédio. “Fazer arquitetura num espaço entre quatro paredes foi um desafio que levei até as últimas consequências. Queria que o hóspede se transportasse para outro cenário, sem perder o Rio de Janeiro de vista. Hoje em dia, quem viaja, seja a trabalho ou a passeio, procura um pouso totalmente diferente da sua casa. O espaço tem de transportá-lo para fora do lugar-comum. Por isso, criamos um apartamento para quem procura não só um dormitório, mas uma experiência.” Na sala de estar, uma mesa de centro de granito bruto entra pela parede de brises e aparenta ser um trampolim para a exuberante vista. Nessa mesma parede, Mario idealiza molduras sem telas e, dependendo do ângulo, a paisagem vai sendo enquadrada, criando-se “quadros mutantes”.

ART GARAGE Renault
Maurício Nóbrega

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Grandes artistas começaram a trabalhar em suas garagens, assim como grandes esportistas. Isso inspirou o projeto de Maurício Nóbrega, que reúne, em 124 m², área de estacionamento, quadra de basquete, bar e galeria de arte. Com mobiliário garimpado em antiquário e peças do acervo do arquiteto, além de móveis contemporâneos, o ambiente tem iluminação dramática de Maneco Quinderé. Nas paredes, pinturas de arte urbana dão o tom surpreendente e contestador. “Uma garagem pode ser muito mais que um lugar para se guardar um automóvel. Ela pode se transformar num espaço multifuncional de criatividade, lazer, contemplação, convivência e esporte”, destaca.

AP. Y
Studio MH Arquitetura, Monique Pampolha e Hannah Cabral

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As arquitetas idealizaram um estúdio descontraído para um jovem casal da geração Y, em tons que vão do cinza ao rosa. Uma das principais estratégias do projeto foi abrir mão de alvenaria para dividir os ambientes, sem comprometer a privacidade. A setorização foi adotada com recursos como diferença de níveis, painel de ferro vazado e marcenaria, com a preocupação de imprimir um eixo linear da porta de entrada até o janelão com a bela vista da zona portuária. As linhas retas tornam o ambiente geométrico e apenas os estofados são arredondados. A cama foi elevada para dar mais imponência.

SPA Deca
Paola Ribeiro

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Um conjunto de estímulos sensoriais que tornam a experiência do visitante memorável. Esse é a proposta de Paola Ribeiro, que trabalha com imagens, sons e cheiros em seu projeto. Totens de acrílico expõem os metais como se fossem joias, com iluminação cênica de Maneco Quinderé. O circuito pelo SPA inclui áreas de chuveiros, espreguiçadeiras, sala de massagem, banho de imersão. A base da decoração é neutra, com madeira e toques de preto. No mobiliário, a poltrona Esfera, de Ricardo Fasanello, originalmente de couro, foi forrada com toalha branca, assim como a poltrona Benjamin, de Sergio Rodrigues. Outras peças são as espreguiçadeiras de Jader Almeida, além de bancadas e uma mesa de centro de madeira maciça, com formatos orgânicos, bem natural. O espaço inclui um grande tatame com colchões para se degustar chás, uma mesa de jantar de oito lugares com luminárias de papel e uma estante.

Gabinete de Curiosidades
Patricia Fendt

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A expressão “gabinete de curiosidades”, que designa lugares onde durante a época das grandes explorações e descobrimentos se colecionava objetos raros, inspirou Patrícia a projetar este espaço de arquitetura minimalista, tons de cinza e branco e muita madeira. O lounge, de 56 m², é mobiliado com uma grande bancada, banquetas Girafa, de Lina Bo Bardi e, nas duas paredes laterais, estantes cheias de livros e artefatos. Na área de pé-direito alto, há um sofá central em L − grande e sem encosto − e uma luneta. A ideia é que os visitantes possam usufruir da vista e explorar a cidade. O ambiente inclui ainda uma poltrona de leitura, quadros e fotos de artistas contemporâneos, esculturas. Espécies raras de plantas descem do teto.

Espaço CoLab
Paula Neder e Luiz Fernando Grabowsky

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“O Espaço CoLab é um living acolhedor, com cara de festa e de quem curte a casa, o Rio, a paisagem. Tem várias formas de sentar com propósitos diferentes, dependendo do astral e do momento. Ele é palco para ver o tempo passar, receber com amor e bem-estar”, diz Paula. Os destaques aqui são o sofá de linhas curvas, assinado por Hélio Brum; o balanço suspenso de couro, de Franccino Giardino; a poltrona Maas, de Ronald Sasson; e a estante Clip, de aço carbono com pintura fosca, de Jader Almeida. O teto de gesso se prolonga numa pérgula de madeira e conduz o olhar para a vista, além trazer leveza ao ambiente. O painel de mosaico do Paulo Werneck e os azulejos do Coletivo Muda trazem a arte urbana para o ambiente.

9º andar
RAF Arquitetura

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Voltado às empresas, este andar exibe três exposições. A primeira é uma projeção em sala escura sobre o impacto da revitalização do Porto Maravilha para o Rio de Janeiro. A segunda é a apresentação de um ambiente corporativo, com 400 m², pronto para ser ocupado. O espaço inclui mobiliário da empresa suíça Vitra, referência mundial em design de mobiliário, sala de reuniões e café. Por último, numa área de quase 1 mil m², a RAF criou três espaços corporativos − para uma companhia de óleo e gás, um escritório de advocacia e uma empresa de coworking − que só podem ser vistos por meio de realidade virtual. Ao colocar os óculos 3D, o visitante enxergará as peças ambientadas.

Loft (U)
Studio Ro+Ca, Rodrigo Béze, Carlos Carvalho e Caio Carvalho

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Um loft projetado para um casal. Dois homens? Duas mulheres? Um homem e uma mulher? O Studio Ro+Ca quebra tabus com o projeto para o casal U, de “Undefined”. Um espaço livre, sem sexo, sem rótulos! Com as estruturas do edifício expostas, piso ora cimentado, ora de madeira, divisórias que delimitam espaços em ferro e vidro canelado, o loft tem atmosfera industrial. Paredes só onde são de extrema necessidade, como o banheiro, que está dentro de um cubo. E quem disse que uma mulher não pode gostar de um banheiro preto? Ou que um homem não pode gostar de uma poltrona rosa? Pois aqui tem tudo isso. O living tem móveis assinados por designers consagrados, com destaque para a poltrona Ana Petit, da Alva Design, que mistura ferro e estofado. No quarto, a cama vem sobre um tablado de concreto. A cozinha é de um material anti-manchas, resistente a atritos e que permite a reparação de microrriscos por ação do calor. Assim, para a recuperação de riscos, basta proteger o local com um tecido e passar um ferro quente em cima.

Até 3 de dezembro de 2017
De terça-feira a domingo, das 12h às 21h
AQWA Corporate
Via Binário do Porto, 299, Santo Cristo, Rio de Janeiro
Ingressos para visitas de terça a sexta-feira
Ingresso inteiro: R$ 50
Meia-entrada: R$ 25
Ingressos para sábados, domingos e feriados
Ingresso inteiro: R$ 60
Meia-entrada: R$ 30
Crianças até 10 anos não pagam. Idosos acima de 60 anos e estudantes com carteira oficial pagam meia-entrada.

 

Veja também a entrevista com a dupla Patricia Quentel e Patricia Mayer, sócias da 3Plus, empresa responsável pela organização do evento há 26 anos.

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Entrevista por Regina Galvão
Fotos: André Nazareth

 

 

Posted by:Regina Galvão

One thought on “Casa Cor Rio 2017: última chamada

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